NoHarm é agraciada no Edital CNPq de Inteligência Artificial

A aprovação no edital irá fortalecer e desenvolver novas inteligências para a startup

Equipe NoHarm/ Foto: Acervo NoHarm

A NoHarm está, atualmente, incubada no Hub NAVI de inteligência artificial do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc). Desenvolvida a partir de um projeto de pesquisa na Pós-Graduação da Escola Politécnica da PUCRS, a startup alcançou a sua maior conquista desde sua criação em 2019. Obter reconhecimento pelo seu trabalho é um dos grandes objetivos de toda startup, e para a NoHarm, plataforma que auxilia a farmácia clínica nas tomadas de decisões por meio da inteligência artificial, não é diferente. 

A NoHarm é o único instituto de pesquisa independente que recebeu o apoio do CNPq, todas as demais instituições contempladas no edital são universidades. O Edital CNPq “Projeto IA2 – Empreendedorismo de Base Tecnológica em Inteligência Artificial”, possui o objetivo de apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e empreendedorismo de base tecnológica, com ênfase na ampliação e fortalecimento da capacidade de Startups em atuar no desenvolvimento de soluções e plataformas com emprego intensivo de tecnologias e conhecimentos em Inteligência Artificial (IA). Para o cientista de dados e co-fundador da NoHarm, Henrique Dias, a aprovação no edital representa o reconhecimento do trabalho realizado pela startup. “Para nós é espetacular estarmos junto com instituições iguais a PUCRS e a UFRGS, como uma das entidades de pesquisa para desenvolver projetos de inteligência artificial, é um prestígio enorme estar no patamar dessas grandes organizações”, destaca Henrique. 

O aporte financeiro será de R$ 600.000,00, divididos em bolsas, capital, custeio para aquisição de materiais e gastos com terceiros. Atualmente, a NoHarm não recebe investimento financeiro e está presente em 54 hospitais. Para alcançar a receita recebida pela CNPq, a startup precisaria estar presente em mais 30 hospitais privados.  

O Edital não foi a única grande conquista deste ano para a NoHarm. Em outubro ela foi premiada pela prestigiada revista de tecnologia CIOReview como uma das mais promissoras startups da América Latina na área da IA. No mês seguinte, participou do XV Congresso da Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares, onde mais de 10 hospitais entraram em contato para a implementação do software da NoHarm nas instituições. “Estamos fazendo as demonstrações, e ainda têm a necessidade das farmacêuticas se engajarem no processo da NoHarm, venderem o projeto internamente e sensibilizarem as suas direções”, completa Henrique. 

Desde a primeira prescrição médica avaliada pela NoHarm em março de 2020, mais de 400 mil vidas foram impactadas pelo trabalho da startup e, dessas, 150 mil são de pacientes do SUS, para as quais a NoHarm disponibiliza o seu software de forma gratuita. E, um dos grandes objetivos da startup para o próximo ano é aumentar a adesão em hospitais do SUS e entrar na chamada “atenção primária à saúde”. Pois assim, poderia evitar internações desnecessárias e impedir a sobrecarga da rede hospitalar, impulsionando a entrega de valor da startup e impactando a vida das pessoas que na maioria das vezes não recebem atendimento hospitalar adequado. 

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